Domingo, 21 de Junho de 2009

Novo blog

   Olá ^^

   Sou a criadora do blog http://salada_de_fruta.blogs.sapo.pt, mas surgiu um problema, não consigo fazer login para entrar no blog (com muita pena minha). Sendo assim, criei este blog.

 

   Deixo-vos aqui o texto que se encontra num post do meu antigo cantinho:

 

 

 

I trust you

-
Confias em mim?
Eu desconfiei que a tua aparentemente inocente pergunta escondia algo não tão inocente por detrás. Se eu confiava em ti? Penso que sim... o suficiente para querer entregar-me a ti de corpo e alma, para querer que me beijasses até à insensatez, que me envolvesses com os teus braços e nunca, nunca mais me deixasses partir.

- Sim - respondi com um sorriso.
Tapaste-me os olhos com uma venda, deste-me a tua mão e levaste-me. Para onde? Não sabia.

- Confias ao ponto de te atirares para o abismo?

- Queres que eu me mate?!
- Sim ou não?
- Não! Quero dizer... se prometeres que me agarras...
Ouvi-te rir, mas não me respondeste. Se eu confiava em ti? Céus, confiava.
Então, sem aviso prévio, sem nada que denunciasse a minha jogada, deixei-me cair. Estava à espera de sentir os teus braços a agarrarem-me, mas... vazio.
Gritei o teu nome antes de embater no solo. Treta, qual abismo qual quê.
Arranquei a venda, e vi-me deitada na areia, com o mar à minha frente. Brindaste-me com o teu sorriso.

- Eu sabia que confiavas.
Deitaste-te a meu lado e ficámos assim, a olhar o céu. Milhões de estrelas povoavam-no naquela noite sem nuvens. Estrelas grandes e brilhantes, tal como o meu coração naquele momento. Parecia que elas brilhavam com toda a sua força e todo o seu esplendor só para nós...
De repente, a tua cara surgiu no meu campo de visão. O céu desapareceu, e as únicas estrelas que eu agora via eram duas: os teus olhos.

- ... O que estás a fazer?

- Aquilo que penso fazer desde que te pus a vista em cima.
Estavas muito próximo de mim. Conseguia sentir a tua respiração e o bater acelerado do teu coração no meu peito. Olhei-te nos olhos quando acariciaste a minha face com ternura, e deixei-me levar quando senti os teus lábios nos meus.
Lábios macios e doces, que queimavam ao toque. Lábios que seriam capazes de levar-me a cometer loucuras só para os poder sentir. Lábios que agora me pertenciam. Os teus lábios.
Beijaste-me. O que, ao início, não passara de um simples roçar carinhoso, depressa se tornou num beijo tórrido. Sentia-me leve como uma pena nas tuas mãos, e queria mais. Tal como tu.
Assim, tudo o que eu era, entreguei-te naquela noite, naquele beijo.
O nosso último beijo.
 
Partiste, faz hoje um ano. Não me viste com lágrimas nos olhos, não, nunca chorei a tua partida. Ambos sabíamos que, tal como tu não me poderias levar contigo, eu nunca poderia prender-te aqui. E de que vale derramar lágrimas por uma causa perdida? Não bastava já eu estar destroçada por dentro? Sem vida, sem esperança, sem... rumo?
Fiz da praia o meu refúgio. Muitas vezes por lá me perdi, divagando entre as minhas recordações. E vivo-as de novo, ainda com mais intensidade do que da primeira vez.
Quase consigo sentir-te de novo ao meu lado, quase consigo ouvir as tuas gargalhadas. E quase, quase consigo escutar o "amo-te tanto..." que costumavas dizer, num murmúrio quase inaudível, mas sincero!
Sei que não passam de meras recordações. E sei que a imensidão do mar é a mesma que nos separa. Mas espero que tu, onde quer que estejas, estejas a pensar em mim. É essa esperança a razão por que resisti tanto tempo. TU és a razão.
Porque contigo levaste o meu coração.
Porque, para mim, continuam a existir apenas duas estrelas. Brilham todas as noites.
Se eu confiava em ti? Céus, sim... Ainda confio!
Se eu te amava?
Ainda te amo.


Mas a minha força é escassa.
Não consigo combater aquele magnetismo que me puxa para a beira da falésia... talvez nem queira combatê-lo.
Talvez eu já devesse ter feito isto há mais tempo. Tu não sabes, pois não?
Não sabes o que é viver uma meia existência. É preferível nem existir de todo.
Meios sorrisos. Meios olhares, meias falas - já nem para mim mesma consigo fingir. A minha outra metade está trancada num quarto escuro e gelado, do qual só tu tens a chave. Mas onde estás tu? Porque não voltas?! Será que não ouves a minha alma que grita em agonia, sempre que te quer e tu não estás?!

Cheguei ao limite da falésia. Olho para baixo e vejo o mar a bater contra as rochas. Chove torrencialmente, as gotas de água confundem-se com as que nascem nos meus olhos. Mas não sinto nada.
Porque a única coisa que eu queria sentir - a tua pele, o teu calor - é algo que nunca mais vou poder sentir.

Quero arrancar as cordas que me impedem de agir, soltar todos os laços que me prendem ao mundo...
Vou ser livre, finalmente.
Adeus, vou voar!

Pela última vez, fechei os olhos e deixei-me cair. E tal como da outra vez, não senti braços fortes a agarrarem-me.
Mas desta vez não te senti ao meu lado - apenas memórias.
Memórias que me pareciam cada vez mais distantes. Memórias do teu olhar, do teu toque. Da tua voz.
Da tua voz a chamar por mim. "NÃO! Porque é que não confiaste?! Raios!"
Memórias das nossas brincadeiras. Memórias em que eu caía e tu me apanhavas. De quando eras tu que caías...
Memórias de alguém a cair à minha frente.
Mas estas memórias pareciam diferentes do costume. Pareciam mais vivas, reais e coloridas... desfocadas pela chuva que caía comigo, mas ainda assim...

Foi então, instantes antes de ser engolida pela fúria do mar, é que eu percebi.
Isto não era uma memória. Era a mais pura e cruel das realidades.
E sabes qual foi a última coisa que senti? Ódio, desprezo, RAIVA de mim mesma.
Porque esse alguém que saltou depois de mim,
esse alguém que segundos depois enfrentaria o mesmo destino que eu...
...eras tu.

 

 

   Mais uma vez digo que este texto não é da minha autoria, mas sim da autoria da Jade. É um texto que mexeu imenso comigo e por essa razão decidi colocá-lo aqui para todos verem =)

 

Beijinho*

 

 

Sinto-me: Chateada
Estou a ouvir: Brianstorm - Arctic Monkeys
tags:
Publicado por ♫ Chuva de Prata ♪ às 14:24
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5 comentários:
De marianne a 21 de Junho de 2009 às 21:01
Como já te tinha dito, adoro, adoro este texto :')


De Marta a 21 de Junho de 2009 às 22:53
Obrigada :)

Que cena :S e tens a certeza que não dá mesmo?

Apesar de não te conhecer pareces ser uma simpatia ;)

Ps: Este blog de certeza que vai correr bem, força!

Beijinho


De Carolina a 21 de Junho de 2009 às 23:49
Este texto está mesmo, mesmo lindo, comovente! Obrigada por partilhares (que coisa mais leinda) :D
Os parabéns á autora.


De Teresa a 24 de Junho de 2009 às 23:27
amei o texto :'D


De complicadinha a 25 de Junho de 2009 às 08:43
O texto é realmente lindo! : )
Bjs


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